Continuação (novos episódios)
Já em casa, o Abí
lio cortou a lenha, acendeu o lume na lareira e preparou a comida para o porco que já vivia com eles há mais de um
ano. Abílio recordou quando, numa noite, saíram de casa o pai, a mãe e ele a caminho da feira do Cavalinho para comprar o porco a um casal de velhotes. Recordou, ainda, a forma como regatearam o preço do porco.
Já com o porco no car
ro e a caminho de Montepó, pararam numa tenda para comer alguma coisa. Comeram bacalhau frito e, o pai obrigou Abílio a provar o vinho. Antes de voltarem ao caminho, a mãe comprou dois quilos de pão de trigo e um quarteirão de sardinhas. O Abílio ficou triste porque a mãe não comprou mais nada.
Enquanto a mãe tentava perceber o que se passava com o Abílio, este pensava na cara de sofrimento da sua mãe e na tristeza que esta sentiu, a primeira vez que lhe bateu com o tamanco.
Nisto, a mãe perguntou-lhe o que é que ele queria e então, Abílio resolveu dizer que queria uns sapatos. A mãe respondeu-lhe que ela também gostaria de ter muitas coisas, como por exemplo um cordão de ouro, mas que tinha que se contentar com pouco, já que outros o que queriam era vinho. Esta conversa era para o pai que continuava a atrelar as vacas ao carro e, em tom de gozo, disse-lhe que lhe compraria uns sapatos de fidalgo.
A partir deste momento, Abílio sentou-se no carro e não falou mais. Pensou em correr até encontrar uma terra onde pudesse ganhar dinheiro para comprar um cordão de ouro, sapatos e arranja-se um médico para fazer crescer o Toninho.


Já com o porco no car

Enquanto a mãe tentava perceber o que se passava com o Abílio, este pensava na cara de sofrimento da sua mãe e na tristeza que esta sentiu, a primeira vez que lhe bateu com o tamanco.
Nisto, a mãe perguntou-lhe o que é que ele queria e então, Abílio resolveu dizer que queria uns sapatos. A mãe respondeu-lhe que ela também gostaria de ter muitas coisas, como por exemplo um cordão de ouro, mas que tinha que se contentar com pouco, já que outros o que queriam era vinho. Esta conversa era para o pai que continuava a atrelar as vacas ao carro e, em tom de gozo, disse-lhe que lhe compraria uns sapatos de fidalgo.
A partir deste momento, Abílio sentou-se no carro e não falou mais. Pensou em correr até encontrar uma terra onde pudesse ganhar dinheiro para comprar um cordão de ouro, sapatos e arranja-se um médico para fazer crescer o Toninho.